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	<title>Ser Melhor no Cinema</title>
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	<description>Canal dedicado à Sétima Arte</description>
	<pubDate>Tue, 29 Dec 2009 20:13:53 +0000</pubDate>
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		<title>Frost / Nixon - Duelo de Egos</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Dec 2009 20:12:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Pereira</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>

		<category><![CDATA[embate]]></category>

		<category><![CDATA[entrevista]]></category>

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		<description><![CDATA[Ha um bom tempo não aparecia um filme de caráter mais politizado, pelo menos no cinema americano, porém quando apareceu fez por merecer.
&#8220;Frost / Nixon&#8221;, numa mistura de documentário e filme, mostra os bastidores da primeira entrevista dada por Richard Nixon após sua renúncia da presidência dos Estados Unidos, motivada pelo que foi conhecido com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.sermelhor.com/cinema/wp-content/uploads/2009/12/frost_nixon_poster.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-117" style="margin-right: 10px; margin-bottom: 10px;" title="frost_nixon_poster" src="http://www.sermelhor.com/cinema/wp-content/uploads/2009/12/frost_nixon_poster-202x300.jpg" alt="" width="202" height="300" /></a>Ha um bom tempo não aparecia um filme de caráter mais politizado, pelo menos no cinema americano, porém quando apareceu fez por merecer.</p>
<p>&#8220;Frost / Nixon&#8221;, numa mistura de documentário e filme, mostra os bastidores da primeira entrevista dada por Richard Nixon após sua renúncia da presidência dos Estados Unidos, motivada pelo que foi conhecido com escândalo Watergate.</p>
<p>Apesar de já terem sido feitos outros filmes sobre a história do escândalo, este me chamou a atenção por outro motivo. A guerra de egos destruidos.</p>
<p>O filme mostra uma batalha entre um ex-presidente, atolado em denuncias e escândalos, mas que nunca confessou ou pagou por seus crimes, e um jornalista considerado na época como simples &#8220;apresentador&#8221;, sem grandes atrativos. A  entrevista se torna uma grande oportunidade para ambos, já que tudo pode se transformar em espetáculo, e consequentemente, em dinheiro.</p>
<p>As sutis nuances do filme são, na minha opinião, interessantíssimas. A forma como ambos procuram vender sua imagem e impor seu dominio sobre o outro. As técnicas utilizadas para deixar o oponente nervoso pouco antes da entrevista, o clima de tensão, bastidores a ponto de explodir. E, finalmente, a derrota de um homem sobre tão grande peso, que é tomar decisões que não só afetaram seus compatriotas, mas o mundo (foi na administração Nixon que o estados unidos expandiram sua guerra contra o comunismo do Vietnan para o Camboja).</p>
<p>Nixon, aparentemente atormentado por seu passado, desabafa ao público nestas entrevistas, o que a torna um grande sucesso.</p>
<p>Acredito ser um filme que mostra muito bem como se forma todo o ambiente de uma entrevista bombástica e tensa, aliado ao embate de egos.</p>
<h3>Detalhes Técnicos</h3>
<p>Frost/Nixon     (2008)</p>
<p>Direção: Ron Howard<br />
Roteiro: Peter Morgan<br />
Elenco: Michael Sheen (David Paradine Frost), Andy Milder, Sam Rockwell (James Reston Jr.), Toby Jones (Swifty Lazar), Frank Langella (Richard Nixon), Kevin Bacon (Jack Brennan), Oliver Platt (Bob Zelnick), Matthew Macfadyen (John Burt)</p>
<h3>Trailer</h3>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=Qh5ZvdBd7FU">Frost / Nixon</a></p>
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		<title>Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Dec 2009 21:46:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Pereira</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>

		<category><![CDATA[jim carrey]]></category>

		<category><![CDATA[Kate Winslet]]></category>

		<category><![CDATA[Michel Gondry]]></category>

		<category><![CDATA[relacionamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[O casal Joel Barish (Jim Carrey) e Clementine Kruczynski (Kate Winslet) procuram um especialista em "destruir lembranças", que se encarregará de apagar, em ambos, tudo que cada um lembrava do outro. Mas, afinal, não existe nunca nada de bom que deva ser preservado de uma relação que acabou?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.sermelhor.com/cinema/wp-content/uploads/2009/12/brilhoeternoposter1.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-91" style="padding-right: 10px;" title="brilhoeternoposter1" src="http://www.sermelhor.com/cinema/wp-content/uploads/2009/12/brilhoeternoposter1.jpg" alt="" width="202" height="300" /></a>Tem muitos amigos meus que quando vêem o Jim Carrey só conseguem lembrar das caretas do &#8220;Máscara&#8221; e ponto final. Talvez esta seja também a opinião de muitas outras pessoas e quem sabe por isto desistam de assistir aos demais filmes estrelados por este grande ator.</p>
<p>Então se você se encaixa no perfil que assinalei acima não desista de assistir a este magnífico filme. Mas por qual motivo ele deveria ser assistido, afinal?</p>
<h3>Dor, ninguém quer tê-la</h3>
<p>O filme trata de relacionamentos, mas não da maneira que estamos acostumados a ver nos cinemas, aquela coisa pegajosa, clichê. Seu enfoque é direcionado para o &#8220;depois que tudo acaba&#8221;. Tirando-se os raros casos em que um relacionamento intenso terminou &#8220;numa boa&#8221; o comum é que muita dor e ressentimentos se apossem dos ex-amantes. Muitas vezes a angústia, frustração e solidão são tão grandes que atos desesperados podem ser perfeitamente esperados.</p>
<p>Mas o que fazer com todo este sofrimento, as lembranças? Guardar para sí? Descarregar em algum lugar ou em alguém?</p>
<p>No filme o casal Joel Barish (Jim Carrey) e Clementine Kruczynski (Kate Winslet) procuram uma saída para este dilema, um especialista em &#8220;destruir lembranças&#8221;, que se encarregará de apagar, em ambos, tudo que cada um lembrava do outro. Com certeza um método fácil e ágil para não sofrer, bem condizente com nossos tempos onde a praticidade é primordial.</p>
<h3>Sofrer ou não sofrer, eis a questão</h3>
<p>Mas, assistindo o filme, nos vem a pergunta: &#8220;Não existe nunca nada de bom que deva ser preservado de uma relação que acabou?&#8221; &#8220;A solução mais fácil é a melhor?&#8221;.</p>
<p>Hoje basta tomar uma pírula e você será feliz, muito feliz, não importa o que tenha acontecido. Esta praticidade a que o mundo moderno nos introduziu parece ser uma benção. O indivíduo, em hipótese nenhuma, deve sofrer, deve ser frustrado.</p>
<p>Mas o que muitas vezes podemos não perceber é que &#8220;não existe o não sofrer&#8221;. Estar no mundo é ter sofrimentos, angústias, felicidades, alegrias, enfim é viver. Ao nos negarmos o sofrimento estamos apenas sofrendo mais, e ao nos intoxicarmos com remédios da felicidade estamos apenas nos enganando, postergando.</p>
<p>Sofrer também é aprender, evoluir e no caso dos relacionamentos sofrer deveria ser um momento importante, um momento onde as pessoas deveriam parar para repensar nelas mesmas e na pessoa que foi embora. &#8220;Afinal o que houve?&#8221; &#8220;Houve respeito mútuo?&#8221; &#8220;Eu respeitei os desejos da outra pessoa, eu fui egoista?&#8221; &#8220;Eu me enganei na minha procura por um amor? Se sim o que fez enganar-me?&#8221;.</p>
<p>O processo de se auto avaliar pode ter consequências fantásticas, muito mais duradoras do que tomar o remedinho da felicidade ou , como no filme, se submeter a um tratamento que destrói tudo, tanto as coisas ruins quanto as boas.</p>
<h3>Não é só o roteiro que atrai</h3>
<p>Se você gosta de apreciar os detalhes das cenas, montagem, efeitos e etc. tão pouco se arrependerá de ver o filme. A cena em que a casa onde está o casal começa a ser destruída (simbolizando a destruição final de todas as lembranças) é fantástica.</p>
<h3>Conclusão</h3>
<p>Assistir ao filme, basicamente, me fez pensar se todo relacionamento que estabelecemos e depois terminamos, seja amoroso, amizade ou familiar, acaba por ganhar inevitavelmente o rótulo de &#8220;imprestável&#8221;. Relações, tanto as bem quanto as mal sucedidas, podem nos trazer muito aprendizado e não só sofrimento.</p>
<p>Portanto, quem sabe, jogar tudo fora seja o mesmo que jogar um saco cheio de pedras preciosas brutas, que apenas precisam ser lapidadas para tornarem-se belos diamantes?</p>
<h3>Detalhes Técnicos</h3>
<p>Titulo original: (Eternal Sunshine of the Spotless Mind)<br />
Lançamento: 2004 (EUA)<br />
Direção: Michel Gondry<br />
Elenco: Jim Carrey , Kate Winslet , Gerry Robert Byrne , Elijah Wood , Thomas Jay Ryan<br />
Duração: 108 min</p>
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		<title>Clube da Luta</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Mar 2009 22:03:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Pereira</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>

		<category><![CDATA[fuga]]></category>

		<category><![CDATA[sociedade]]></category>

		<category><![CDATA[tédio]]></category>

		<category><![CDATA[violência]]></category>

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		<description><![CDATA[O filme &#8220;Clube da Luta&#8221;, dirigido por David Fincher e baseado no livro de Chuck Palahniuk em que estrelam Brad Pitt e Edward Norton poderia ser analisado sob várias perspectivas (tanto técnicas quanto sociais ou psicológicas) sem, no entando, esgotar sua fonte. Pretendo aqui expor minhas observações sobre o caráter social que engloba o filme, sem deixar de lado a questão do indivíduo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-77" style="margin-right: 10px;" title="clube_da_luta_4_imdb1" src="http://www.sermelhor.com/cinema/wp-content/uploads/2009/03/clube_da_luta_4_imdb1-202x300.jpg" alt="" width="202" height="300" />O filme &#8220;Clube da Luta&#8221;, dirigido por David Fincher e baseado no livro de Chuck Palahniuk em que estrelam Brad Pitt e Edward Norton poderia ser analisado sob várias perspectivas (tanto técnicas quanto sociais ou psicológicas) sem, no entando, esgotar sua fonte. Pretendo aqui expor minhas observações sobre o caráter social que engloba o filme, sem deixar de lado a questão do indivíduo e muito menos com a pretensão de esgotar o assunto.<span id="more-28"></span></p>
<p>Apesar de violento (talvez choque os mais sensíveis) o filme é de uma riqueza imensa para todos que se dispuserem a compreender com mais profundidade as questões abordadas por Chuck Palahniuk.</p>
<h3>Uma pincelada sobre o filme</h3>
<p>&#8220;Clube da luta&#8221; foi o nome dado a um grupo de pessoas que se reuniam para lutar entre si, não com o objetivo de encontrar um vencedor, mas como uma forma de se sentir vivo, de descarregar as frustrações da vida sem sentido. A luta é um meio de &#8220;libertação&#8221; para os homens que participam do clube, libertação da sociedade como imposta a todos, libertação da hipocrisia, do cinismo, do tédio. Arriscando-me em dizer que &#8221;apesar dos ideais deste clube serem universais&#8221;, o clube tem um caráter marginal, consistindo de reuniões relativamente secretas. As regras do clube deixam bem claro isto:</p>
<ol>
<li>Você não fala sobre o clube da luta;</li>
<li>Você não fala sobre o clube da luta;</li>
<li>A luta só acaba quando alguém disser &#8220;pare&#8221; ou perder os sentidos;</li>
<li>Só duas pessoas em cada luta;</li>
<li>Uma luta de cada vez;</li>
<li>Sem camisa, sem sapatos;</li>
<li>As lutas duram o tempo que for necessário;</li>
<li>Se esta é a sua primeira noite no Clube da Luta, você tem que lutar.</li>
</ol>
<p><span style="color: #000000;">Apesar das duas primeiras regras restringirem a divulgação do clube, ele cresce a cada dia, tornando-se um grupo organizado e espalhando-se por várias cidades. Talvez, levando-se em conta a personalizade dos protagonistas do filme, a idéia era justamente o contrário do que pregavam as regras, ou seja, a restrição na verdade foi o mecanismo adotado para sua expansão.</span></p>
<h3>Lutar é estar vivo, estar vivo é saber que estamos aqui e agora</h3>
<p>Mas como poderia ser, afinal, a luta um meio de libertação? Para tentar justificar este comportamento é interessante citar o oriente. Suas artes marciais são um paralelo para que possamos compreender este fato tão curioso e, aparentemente, sem sentido, contraditório.</p>
<p>Uma grande parte das artes marciais de origem oriental possuem uma filosofia. Ou é o auto-controle, ou a concentração, respeito, integração com a natureza, valores nobres universais e etc. Sejam quais forem os valores em jogo a luta é uma representação física destes.</p>
<p>Claro que existem controvérsias quanto a violência e etc. mas muitas vezes apenas a dor ou sofrimento (mesmo físico) são meios de aprendizado. Quantas vezes não caimos quando crianças até aprender a andar com desenvoltura? A dor das quedas com certeza nos ensinaram muitas coisas sobre o equilíbio. Claro que a dor não necessáriamente é o único caminho para se aprender algo porém ele tem uma importante função para certos tipos de aprendizado.</p>
<p>Algumas filosofias ou religiões orientais também utilizam a dor como um meio de auto conhecimento. Uma vez vi um documentário sobre um praticante de meditação que procurava praticar debaixo de uma cachoeira durante o inverno japonês, ou seja, alguns graus abaixo de zero. Na época me perguntava por que alguém faria aquilo em nome de uma religião ou prática meditativa e apenas muitos anos depois percebo o motivo, de certa forma o mesmo que me fez compreender um aspecto importante de &#8220;Clube da Luta&#8221;.</p>
<p>O frio extremo, no caso do homem que meditava debaixo da cachoeira, o fazia &#8220;perceber&#8221; ou &#8220;sentir&#8221; algo muito importante para os adeptos ou praticantes do budismo, por exemplo, que se chama &#8220;atenção plena&#8221;. Em termos gerais atenção plena é estar &#8220;Aqui&#8221; e &#8220;Agora&#8221;, sentindo e vivendo o momento, algo como o &#8220;Carpe Dien&#8221; porém muito mais profundo e complexo do que o lugar comum a que a expressão nos induz. Quem estiver interessando recomento procurar informações a respeito da chamada &#8220;atenção plena&#8221;.</p>
<p>Bem, o que podemos falar então sobre a luta em sí? Porque os homens do filme lutavam para &#8220;se libertar&#8221;? Para quem já brigou alguma vez, ou na escola ou em qualquer lugar e mesmo quem pratica um esporte de luta acredito já ter percebido uma coisa interessante. No momento &#8220;da briga&#8221;, sua atenção está toda voltada para aquele momento. Se você se distrai pensando no que vai acontecer ou no que aconteceu seu oponente pode lhe dar um soco e você não vai gostar disto. Por isto lutar pode significar estar plenamente atento, naquele momento (esta é uma conclusão minha e não do budismo, que prega a não violência). Além deste aspecto a dor física também para muitos é um meio de se sentir &#8220;vivo&#8221;. Só sente dor quem não está morto, certo? Acredito que sim.</p>
<h3>Lutar não é competir</h3>
<p>A vida cotidiana nos faz, muitas vezes, perder esta linha, este sentimento de que vivemos. Na maior parte do tempo apenas  sobrevivemos e é disto que os homens do filme procuravam fugir, fugir da simples sobrevivência e se sentirem vivos. A luta e a dor, na visão do filme, pode ser uma forma de resgatar o &#8220;ser humano&#8221; perdido na burocracia do dia a dia, perdido no consumo, nas responsabilidades de pagar as dívidas que muitas vezes foram contraidas para se continuar imerso no &#8220;sobreviver&#8221;.</p>
<p>Porém alguém deve estar se perguntando: &#8220;Então você está ensinuando que devemos começar a brigar para sermos felizes ou nos tornarmos mais humanos?&#8221;</p>
<p>Em absoluto, inclusive minha posição sobre a violência é de que ela é abominável e que sua prática deveria ser abolida inclusive de eventos internacionais, como o boxe nas olimpiadas. Não devemos nos prender ao conceito de que exite apenas um meio para tudo, e isto é um erro tremendo, em minha concepção. No filme, os homens lutavam pois era o meio que eles encontraram para se &#8220;libertar&#8221; mas veja o caráter desta luta. Ela não tinha vencedores, não era uma competição, ao contrário de muitas lutas que conhecemos.</p>
<p>Assim como a luta física, existem inúmeras atividades ou coisas que são extremamente violentas e que não necessáriamente envolvem socos. A violência emocional, abuso sexual, assédio moral, competição brutal no trabalho, imposição do mercado/sociedade e etc. são alguns tipos de violencia a que muitos de nós estão sujeitos e que não envolvem uma gota de sangue ou necessariamente força física.</p>
<h3>Segundas intenções</h3>
<p>Mas as intenções do clube vão se alterando, sabe-se lá se intencionalmente ou apenas fruto dos &#8220;consequentementes&#8221;. Seus participantes aos poucos vão cumprindo &#8220;missões&#8221; que envolvem desde apanhar de um estranho na rua até &#8220;desenhar&#8221; smiles incendiando prédios. A intenção do grupo, através de seu líder, parece querer &#8220;abraçar&#8221; com seus tentáculos, cada vez maiores, uma nova fatia da população através do choque, utilizando-se de métodos cada vez menos convencionais e megalomaníacos, algo que talvez poderia até soar como &#8220;os fins justificam os meios&#8221;.</p>
<p>Porém uma coisa interessante surge nesta história. O clube que nasceu como uma espécie de &#8220;meio de libertação&#8221; agora cria uma nova forma de cegueira. Um agir que aos poucos começa a não ser questionado, um agir que, de certa forma, retoma a velha forma do que os próprios membros fugiam. Neste ponto podemos parar para pensar um pouco sobre vários aspectos e implicações. O que antes era a libertação começa a prender. Regimes de governo utilizaram à exaustão tais métodos. Com a &#8220;boa intenção&#8221; da liberdade criam uma nova prisão. Dai podemos nos questionar então: &#8220;como nos libertar?&#8221; ou &#8220;O que é a liberdade?&#8221; Será a liberdade um regime, uma facção, um grupo, um ato, um pensamento?</p>
<h3>Homens modernos, dilemas antigos</h3>
<p>O homem moderno vive este dilema: Para onde correr, afinal? Você achou um meio de se libertar, ser feliz? Compre-o então! Você encontrou a solução para a felicidade? Venda-a em fascículos.</p>
<p>Os personagens do filme parecem viver em um conflito entre liberdade e prisão, mas sem conflito, sem sentimentos, na verdade que sofre o conflito é o espectador. O conflito está nas forças que dirigem a sociedade, os homens em sí não possuem conflito. Mas qual o preço para ser livre? Estou disposto a pagar o preço com minha própria liberdade? Acredito ser este um dos sentimentos com que fiquei depois de assistir o filme. Trocar uma liberdade (e consequentemente uma prisão) por outra.</p>
<p>Acredito que &#8220;Clube da Luta&#8221; possui tantas facetas a serem analisadas que poderiamos escrever uma tese. Pena não ter tempo para fazer isto pois, com certeza, valeria a pena assim como assistir ao filme vale por cada segundo!</p>
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		<title>It`s A Wondeful Life - A Vida É Maravilhosa</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Dec 2008 18:38:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zilda</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>

		<category><![CDATA[agradecer]]></category>

		<category><![CDATA[natal]]></category>

		<category><![CDATA[reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[Que dádivas foram concedidas durante todo o ano a nós? Será que conseguiremos enxergá-las ou alguém é que terá que nos conduzir para enxergá-las?

Neste terceiro dia de dezembro, ao sair do metrô para a Avenida Paulista quase fui levada pelo vento forte e gelado. Em meio a ele vejo milhares de luzes e enfeites das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span class="textoTitulo"><strong>Que dádivas foram concedidas durante todo o ano a nós? Será que conseguiremos enxergá-las ou alguém é que terá que nos conduzir para enxergá-las?</strong></span></p>
<p><span class="textoTitulo"><span id="more-53"></span></span></p>
<p>Neste terceiro dia de dezembro, ao sair do metrô para a Avenida Paulista quase fui levada pelo vento forte e gelado. Em meio a ele vejo milhares de luzes e enfeites das árvores de Natal, dos prédios e das calçadas&#8230; É Natal&#8230;Caminho e tenho a sensação de que já é Natal e, num impulso, paro e ergo os olhos para o céu. As nuvens espessas de um cinza perolado me fazem ter a certeza, por um instante, de que flocos de neve começarão a cair enquanto olho para o céu&#8230;afinal, milagres de Natal existem! Continuo a minha caminhada e me vejo cantarolando Have Yourself A Merry Little Christmas (lógico que na minha cabeça a voz que ouço é a de Bing Crosby). Caminho devagar, ouvindo a música, sentindo o vento e me deixando invadir pelo brilho e pelas cores do Natal&#8230;essas sensações me dominam, me embalam.</p>
<p>Volto para casa em estado de graça, desejando um chá quente com especiarias, uma fatia generosa de panettone e alguns cookies para completar. Eles são o acompanhamento perfeito para o clássico filme de Natal <em>“A Felicidade Não Se Compra”</em> (It´s A Wonderful Life - 1946 - Frank Capra). Todos os anos ao assistí-lo sei que vou chorar, porém no final, em lugar da tristeza, sou dominada pela alegria de estar viva e reconheço quantas bençãos recebi. Se eu pudesse desejar um presente, seria como no filme, anjos descendo a terra para mostrar as pessoas como a vida delas é valiosa, importante e necessária. Que dádivas foram concedidas durante todo o ano, só faltava alguém nos conduzir para enxergá-las.</p>
<p>Nesta época do ano ouço muitas pessoas dizerem não gostar do Natal, sem saber explicar o porquê desse sentimento. Coincidentemente hoje, no metrô, li a respeito da <em>“metáfora do nascimento no final do ano, no final escuro e morto do ano.”</em> A autora refletia sobre a agitação desse período, concluindo que <em>“talvez seja o desejo de voltar a descobrir a luz que nos pertence”</em> e que iremos reencontrar no novo ano. Para mim esse final não é escuro, nem morto, mas sim de uma luz suave, aconchegante, acariciante, que nos prepara para um nova etapa&#8230;se estivermos em companhia das pessoas que amamos é simplesmente perfeito.</p>
<p>Você pode estar pensando que isso é um monte de bobagens e que esse Natal Branco é irreal, faz parte de outras culturas, afinal estamos no Brasil, terra do verão. Só posso dizer que este é o Natal dos contos infantis, da música, das tradições, dos filmes&#8230;o Natal dos meus sonhos.</p>
<p>Desejo a você um Natal mágico e que a estrela mais brilhante o guie em seus sonhos.</p>
<p><strong>Obs:</strong> Não se esqueça, quando ouvir sinos tocando saiba que um anjo acabou de ganhar suas asas lá no céu.</p>
<hr />Livro: Sob o Sol da Toscana - Frances Mayes - Rocco 2008</p>
<p>Filme: It&#8217;s a Wonderful life (A felicidade não se compra);<br />
Ano: 1946;<br />
Direção: Frank Capra;<br />
Elenco: James Stewart, Donna Reed, Lionel Barrymore, Thomas Mitchell, Henry Travers, Beulah Bondi;</p>
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		<title>O escafandro e a borboleta - será que se vê melhor com dois olhos?</title>
		<link>http://www.sermelhor.com/cinema/o-escafandro-e-a-borboleta-sera-que-se-ve-melhor-com-dois-olhos/</link>
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		<pubDate>Wed, 03 Sep 2008 00:02:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Pereira</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>

		<category><![CDATA[filme escafandro borboleta drama aprendizado lição agra]]></category>

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		<description><![CDATA[Realmente o ser humano é muito peculiar. Digo isto depois de ter assistido ao filme &#8220;O escafandro e a borboleta&#8221;. O filme tem como protagonista Jean-Dominique Bauby, editor da revista Elle. Jean é do tipo de pessoa que gosta de curtir a vida, de estar sempre com mulheres lindas e andar em carros possantes, porém, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href='http://www.sermelhor.com/cinema/wp-content/uploads/2008/09/escafandro_e_a_borboleta.jpg' title='O Escafandro e a Borboleta'><img src='http://www.sermelhor.com/cinema/wp-content/uploads/2008/09/escafandro_e_a_borboleta.jpg' alt='O Escafandro e a Borboleta' width='160' align='left' hspace='10' /></a>Realmente o ser humano é muito peculiar. Digo isto depois de ter assistido ao filme <em>&#8220;O escafandro e a borboleta&#8221;</em>. O filme tem como protagonista Jean-Dominique Bauby, editor da revista Elle. Jean é do tipo de pessoa que gosta de curtir a vida, de estar sempre com mulheres lindas e andar em carros possantes, porém, como até já vimos muito no cinema, ele sofre um derrame que o deixa completamente paralisado, lhe restando apenas os movimentos de seu olho esquedo e a audição. Esta experiência o faz ver as coisas de outra forma (como seria de se esperar), mas sem perder o bom humor.</p>
<p>Eu sei que este enredo tem tudo para ser mais um daqueles clichês cinematográficos que já viraram motivo até de chacotas por parte dos cinéfilos mais &#8220;puristas&#8221; se não fossem dois detalhes: o fato da história ser real e do diretor do filme, Julian Schnabel, se utilizar de um recurso interesantissimo para filmar. Durante pelo menos os 20 minutos iniciais do filme o espectador tem a sensação de estar vendo como o protagonista da história via, apenas com seu único olho sadio.</p>
<p>A perspectiva que o filme adquire é fantástica, nos dando a sensação de impotência diante dos acontecimentos que ocorriam em torno de sua cama. Nem mesmo o protagonista sabia o que havia ocorrido, já que sua consciência se apresentava completamente lúcida e sem a lembrança do momento do derrame. A agonia da impotência é algo marcante no filme até que, aos poucos, seu olho se torna o único meio de comunicação entre o interior e o exterior e é exatamente por meio deste que Jean-Dominique  escreve sua história, através de piscadas e de um sistema de codificação.</p>
<p>Além destes dois elementos que citei tenho que falar de um terceiro; a atuação de Max von Sydow como o pai de Jean. Para mim uma das melhores interpretações que já vi no cinema. Apesar da curtíssima aparição a força de sua expressão é de tal forma arrebatadora que percebi finalmente porque Ingmar Bergman fez tantos filmes como ele.</p>
<p>Mas o que quis dizer com minha frase lá do começo afinal?</p>
<p>Bom, assistir a um filme destes faz com que você pense em tais dificuldades, como seria se fosse com você e etc. e logo toma conta do espírito uma espécie de agradecimento interior por ter seus movimentos, por poder sentir o vento, andar, tomar um café depois da sessão sem precisar de tubos ou enfermeiras.</p>
<p>Mas isto não dura mais que alguns minutos. Logo o cotidiano reassume seu domínio e aquele filme, que deveria ter sido um aprendizado sobre os valores da vida logo desaparece na primeira discussão com o flanelinha que &#8220;guardou&#8221; seu carro.</p>
<p>Isto é peculiar e me deixa profundamente irritado, o fato de nunca agradecermos por nada, apenas desejar, pedir, querer e as coisas que muitas vezes são as mais importantes não conseguimos enxergar&#8230;nem com os dois olhos sãos!</p>
<p>Procure assistir o filme e verifique se este mesmo sentimento se apodera de você e por quanto tempo! Vale pelo filme, vale pela experiência.</p>
<p><strong>O Escafandro e a Borboleta</strong> (Le Scaphandre et le Papillon)<br />
País: Estados Unidos/França<br />
Direção: Julian Schnabel<br />
Roteiro: Jean-Dominique Bauby (romance), Ronald Harwood (roteiro)<br />
Elenco: Mathieu Amalric, Emmanuelle Seigner, Marie-Josée Croze, Anne Consigny, Patrick Chesnais, Niels Arestrup, Olatz López Garmendia, Max von Sydow</p>
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		<title>KOYAANISQATSI - Uma vida fora de equilíbrio</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Jul 2008 14:01:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Pereira</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>

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		<description><![CDATA[
No mínimo KOYAANISQATSI é um filme diferente e já começa pelo fato de não ter diálogos, apenas música. Você poderia pensar que se trata de um destes filmes mudos antigos que foram reeditados com uma trilha musical. Bom, mas o filme também não tem própriamente uma história.
Sendo o primeiro filme de uma trilogia, KOYAANISQATSI é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src='http://www.sermelhor.com/cinema/wp-content/uploads/2008/07/koyaanisqatsi.jpg' alt='koyaanisqatsi' align='left' width='158' /></p>
<p>No mínimo KOYAANISQATSI é um filme diferente e já começa pelo fato de não ter diálogos, apenas música. Você poderia pensar que se trata de um destes filmes mudos antigos que foram reeditados com uma trilha musical. Bom, mas o filme também não tem própriamente uma história.</p>
<p>Sendo o primeiro filme de uma trilogia, KOYAANISQATSI é diferente porque ele mostra apenas sequências de imagens e a música que as acompanha. Para quem gosta de artes visuais/fotografia é imperdível.</p>
<p>A idéia dos autores foi mostrar como a vida moderna está fora do eixo natural, cada vez mais acelerada e como a tecnologia tem influência sobre esta aceleração. Porém, ao invés de utilizar a linguagem falada (que muitas vezes cai no velho clichê), as imagens contam uma história muito mais densa e comovente.</p>
<p>A ausência do diálogo também é um ponto importante pois, além do que foi citado acima, segundo o compositor Philip Glass a ausência de diálogos cria um vácuo entre a imagem e a música, vácuo este que permite ao espectador refletir ao invés de simplesmente aceitar ou rejeitar uma idéia.</p>
<p>Por vezes o envolvimento com as imagens e a música pode ser tão grande que o espectador corre o risco de ser &#8220;hipnotizado&#8221;! Claro que é uma brincadeira, mas realmente o envolvimento pode ser muito forte, em especial nos momentos em que uma espécie de mantra é cantado com a palavra &#8220;KOYAANISQATSI&#8221;.</p>
<p>Se você gosta de cinema e arte vai gostar deste filme!</p>
<p>KOYAANISQATSI - Uma vida fora de equilíbrio (Koyaanisqatsi: Life out of balance)</p>
<p>Direção: Godfrey Reggio<br />
Música: Philip Glass<br />
Ano: 1983</p>
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		<title>Um beijo entre tortas de blueberry</title>
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		<pubDate>Thu, 22 May 2008 20:04:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Pereira</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>

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		<description><![CDATA[Muito além de uma simples história de amor, &#8220;Um Beijo Roubado&#8221; (My Blueberry Night) é o filme que ganha em tudo. Os planos de filmagem, o trabalho com as cores e os diálogos diretos e contidos, mas nem por isto fúteis, dão ao filme um ritmo que vai ganhando o espectador.
As metáforas de um diálogo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src='http://www.sermelhor.com/cinema/wp-content/uploads/2008/05/affiche-my-blueberry-nights-2006-2.jpg' alt='affiche-my-blueberry-nights-2006-2.jpg' align='left' width='158' />Muito além de uma simples história de amor, &#8220;Um Beijo Roubado&#8221; (My Blueberry Night) é o filme que ganha em tudo. Os planos de filmagem, o trabalho com as cores e os diálogos diretos e contidos, mas nem por isto fúteis, dão ao filme um ritmo que vai ganhando o espectador.</p>
<p>As metáforas de um diálogo sobre chaves perdidas pode significar a esperança, falar sobre um bar pode ser o mesmo que falar sobre sí ou portas abertas e fechadas pode significar encontros e desencontros. E é com esta delicadeza que seguimos encantados pela fotografia, pelas atuações e pela desvinculação da protagonista de sua desilusão amorosa, através das desilusões dos outros. Olhar para sí mesmo pode ser olhar para o outro e ver nele um espelho de si, e desta forma se encontrar.</p>
<p>Um misto de &#8220;Road Movie&#8221; com papo de boteco e noites mal dormidas transforma o filme em uma experiência muito deliciosa. Um filme que me impressionou por ser tão simples, mas ao mesmo tempo tão competo e inovador em certos aspectos.</p>
<p>O Chinês Wong Kar-Wai, que assina a direção e o roteiro, em minha opinião acertou em cheio. Para os amantes do cinema My Blueberry Night não decepciona.</p>
<p><strong>Um Beijo Roubado </strong>(My Blueberry Nights)<br />
País: Hong Kong / China / França<br />
Direção: Wong Kar-Wai<br />
Fotografia: Darius Khondji<br />
Elenco: Jude Law, Norah Jones, Frankie Faison, David Strathairn, Adriane Lenox, Rachel Weisz, Benjamin Kanes, Cat Power, Natalie Portman, Michael May, Tracy Elizabeth Blackwell, Chad R. Davis</p>
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		<title>A degradação da guerra e o sonho refletido no espírito</title>
		<link>http://www.sermelhor.com/cinema/a-degradacao-da-guerra-e-o-sonho-refletido-no-espirito/</link>
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		<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 16:05:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Pereira</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>

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		<description><![CDATA[Superprodução de Steven Spielberg, Império do Sol é daqueles filmes de cair o queixo, principalmente em se tratando de um diretor que adora o tema &#8220;II Guerra Mundial&#8221;.
O filme se passa na China, onde a Inglaterra tem forte infuência a cerca de um século. No auge da guerra a China é invadida pelo Japão e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src='http://www.sermelhor.com/cinema/wp-content/uploads/2008/04/o-imperio-do-sol.jpg' alt='o-imperio-do-sol.jpg' align='left' width='150px' />Superprodução de Steven Spielberg, Império do Sol é daqueles filmes de cair o queixo, principalmente em se tratando de um diretor que adora o tema &#8220;II Guerra Mundial&#8221;.</p>
<p>O filme se passa na China, onde a Inglaterra tem forte infuência a cerca de um século. No auge da guerra a China é invadida pelo Japão e a família do menino Jim Graham é separada. À partir deste momento ele tem de tentar sobreviver em meio ao caos e a barbárie, condição em que as pessoas, antes finas e polidas, se deixam cair pela fome, sede e instinto de sobrevivência.</p>
<p>O Jovem Jim Graham, em sua luta pela sobrevivência tanto na cidade quanto no campo de concentração em que fica preso com outros ingleses e americanos, consegue o respeito, tanto das pessoas que o cercam quanto de seus opressores e demonstra ser mais maduro do que muitos adultos.</p>
<p>O filme, além de um retrato histórico visto de uma perspectiva muito pouco abordada, mostra como os valores pessoais podem estar ligados mais às condições em que estas vivem num dado momento do que ao grau instrução que elas possuem. Também é interessante a visão apresentada de que apesar das diferenças entre o lado inimigo e o seu lado, muitas vezes nossas paixões e desejos são os mesmos, não importando cor, raça ou nacionalidade.</p>
<p><strong>Império do Sol </strong>(Empire Of The Sun)<br />
País: Estados Unidos<br />
Direção: Steven Spielberg<br />
Elenco: John Malkovich, Miranda Richardson, Nigel Havers, Christian Bale, Joe Pantoliano, Leslie Phillips, Masatô Ibu, Emily Richard</p>
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		<title>A tradição como destino de vida e morte</title>
		<link>http://www.sermelhor.com/cinema/a-tradicao-como-destino-de-vida-e-morte/</link>
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		<pubDate>Fri, 04 Apr 2008 03:02:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Pereira</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>

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		<description><![CDATA[O que fazer quando se tem de escolher entre a tradição e o destino? E se a isto estiver ligada uma extrema pobreza, tanto material quanto de possibilidades? Bom, talvez antes de responder fosse interessante assistir a Abril Despedaçado.
A história gira em torno de duas famílias rivais em pleno semi-arido nordestino nos idos anos 1910. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src='http://www.sermelhor.com/cinema/wp-content/uploads/2008/03/abril-despedacado-poster01.jpg' alt='abril-despedacado-poster01.jpg' width='200' align='left' />O que fazer quando se tem de escolher entre a tradição e o destino? E se a isto estiver ligada uma extrema pobreza, tanto material quanto de possibilidades? Bom, talvez antes de responder fosse interessante assistir a <strong>Abril Despedaçado</strong>.</p>
<p>A história gira em torno de duas famílias rivais em pleno semi-arido nordestino nos idos anos 1910. Quando o sangue da camisa de quem foi morto &#8220;amarelece&#8221; é hora da vingança, que consiste em eliminar o mais velho dos filhos da família rival e vice versa.</p>
<p>É provável que você diga algo como &#8220;mas eu acho que já vi em algum lugar história parecida&#8221;. Sim, realmente a idéia geral podemos dizer ser quase arquetípica e não traria, em primeira análise, grande novidade se não fossem alguns detalhes como as atuações de Rodrigo Santoro, José Dumont e Ravi Ramos Lacerda, além da excelente fotografia, as tomadas de câmera em grandes ângulos que nos trazem uma visão &#8220;bela&#8221; de um nordeste completamente seco.</p>
<p>No filme uma das famílias que está prestes a acabar, pois so restam dois filhos (Rodrigo Santoro e Ravi Ramos Lacerda), possui uma comunicação muitas vezes não verbal, fruto talvez das duras agruras do trabalho pesado, da ignorância, da rudez do lugar. Os entendimentos muitas vezes se fazem por observação de um animal, uma estrada, uma camisa.</p>
<p>A sutileza também surge nas imagens, que sugerem opções aos personagens (a bifurcação da estrada) mas que estes não conseguem ver, talvez por não se acharem livres para escolher. O destino é a tradição! Não existe outra opção a não ser segui-la e eventualmente morrer.</p>
<p>Mas o filme nos leva na direção de uma nova esperança, uma nova visão das possibilidades, se não muitas diferentes, pelo menos uma que não seja aquela inevitável. É esta tensão entre o mudar e a estagnação no presente uma das grandes marcas deste maravilhoso filme.</p>
<p>Mudar não é só uma questão de opção, mas uma questão de se reconhecer e conhecer a irracionalidade em volta. Mas a vida guarda grandes segredos, que nos fazem mover inevitávelmente, as vezes até mesmo ignorando a vontade de permanecer onde se está.</p>
<p>Abril despedaçado com certeza é um filme que deve ser assistido várias vezes, pois a cada exibição podemos reconhecer um novo caminho e entender os caminhos dos outros.</p>
<p>Por tudo isto Abril Despedaçado, em minha opinião, se não é o melhor filme Brasileiro está entre os melhores. Indispensável!</p>
<p><strong>Abril Despedaçado</strong><br />
País: Brasil<br />
Direção: Walter Salles<br />
Elenco:   José Dumont, Rodrigo Santoro, Rita Assemany, Luiz Carlos Vasconcelos, Ravi Ramos Lacerda, Flavia Marco Antonio, Everaldo Pontes, Othon Bastos, Wagner Moura</p>
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		<title>Novas reflexões sobre interações entre humanos e robôs</title>
		<link>http://www.sermelhor.com/cinema/novas-reflexoes-sobre-interacoes-entre-humanos-e-robos/</link>
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		<pubDate>Sun, 30 Mar 2008 02:12:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>salete</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>

		<category><![CDATA[Inteligência artificial]]></category>

		<category><![CDATA[interações]]></category>

		<category><![CDATA[robôs]]></category>

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		<description><![CDATA[
O festival de documentários É Tudo Verdade já ganhou as telas de SP. São 137 filmes, todos com sessões gratuitas, exibidos até dia 06 de abril.
Vale a pena assistir ao documentário &#8220;Amor mecânico&#8221;. O filme traz uma sensível reflexão sobre os usos e interações dos robôs &#8220;inteligentes&#8221; em nosso cotidiano e as implicações psicológicas, tecnológicas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src='http://www.sermelhor.com/cinema/wp-content/uploads/2008/03/01042931700.jpg' alt='O cientista Hiroshi Ishiguro e seu geminoide' align='left' />
<p>O festival de documentários É Tudo Verdade já ganhou as telas de SP. São 137 filmes, todos com sessões gratuitas, exibidos até dia 06 de abril.</p>
<p>Vale a pena assistir ao documentário &#8220;Amor mecânico&#8221;. O filme traz uma sensível reflexão sobre os usos e interações dos robôs &#8220;inteligentes&#8221; em nosso cotidiano e as implicações psicológicas, tecnológicas e sociais.</p>
<p>Um cientista e engenheiro japonês desenvolveu, juntamente com sua equipe, um geminóide (robô idêntico a uma determinada pessoa, como um gêmeo) de si mesmo. Experiência sentida por ele mesmo como &#8220;estranha&#8221;. </p>
<p>Mostra o árduo trabalho da equipe em aprimorar toda a base tecnológica, motora, estética, bem como comportamental do robô, de forma a torná-lo o mais idêntico possível ao cientista.</p>
<p>A paixão e loucura pelo desenvolvimento do geminóide é tão grande para o cientista que ele chega a expôr sua própria filha em um dos seus experimentos, observando como ela interage com o &#8220;pai-robô&#8221;. O resultado é interessante e traz amplas reflexões, embora a experiência seja eticamente questionável.</p>
<p>Há também estudos e experimentos com &#8220;robôs de estimação&#8221; utilizados em asilos na Alemanha, Dinamarca e Itália. Explora-se as primeiras reações das pessoas idosas em contato com o robô, o posterior apego emocional e os conflitos entre estes sentimentos e os limites e possibilidades de um objeto tecnológico. É muito interessante a mudança comportamental provocada por essas interações em uma senhora idosa.</p>
<p>Um dos questionamentos do filme é se as pessoas que se afeiçoam a estes robôs perdem a consciência do caráter artificial destes objetos, passando a considerá-los como seres vivos. Eu me pergunto se nós mesmos em nosso cotidiano não fazemos o mesmo com inúmeros objetos e situações&#8230;</p>
<p>&#8220;Amor mecânico&#8221; (Mechanical Love). Dinamarca, 2007. Direção: Phie Ambo. 79 minutos.</p>
<p>Próxima exibição: 02/04, 18 horas, na Reserva Cultural 4.</p>
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