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Especial

8 de março, Dia Internacional da Mulher - Resgatando a sensibilidade em cada uma de nós.

Em homenagem ao dia das Mulheres escrevo um artigo que propõe reflexão a todas as pessoas: o resgate de nossa feminilidade - tão pouco estimulada pelos modelos dos dias de hoje.

A feminilidade diz respeito a todos nós, seres humanos, à sensibilidade, intuição, cuidado, afeto e acolhimento, mas são geralmente as mulheres que expressam mais esta feminilidade. Não é à toa que a Terra, a (Mãe) Natureza e a Ecologia são palavras femininas.

Em nosso mundo os aspectos masculinos são muito valorizados – antes mais expressos nos homens, atualmente presentes também nas mulheres. Os aspectos da masculinidade são: racionalidade, objetividade, praticidade, competitividade, dentre outros.

Não há um aspecto melhor do que o outro pois a masculinidade e a feminilidade se integram e complementam. Estes aspectos são expressos pelo símbolo do yin e yang. São forças universais em harmonia.

A harmonia é importante para vivermos bem e com respeito. Num mundo em que há desequilíbrio, há o adoecimento social e a infelicidade das pessoas.

Noto em meu convívio e entre os pacientes que atendo em psicologia o quanto as pessoas estão infelizes e descontentes com suas vidas. Os seus sonhos não são seus, mas os vendidos pelas revistas e mídia em geral. Suas características pessoais também, muitas vezes, são causa de infelicidade e sofrimento na medida em que destoam dos modelos estéticos, profissionais e de consumo veiculados e valorizados na sociedade do efêmero e superficial.

Se desejamos viver melhor, temos que resgatar a nós mesmas, a nossa autenticidade, o que realmente somos, o que está por detrás das máscaras do cotidiano.

Nós mulheres temos um papel fundamental no resgate da feminilidade no mundo. Através da expressão dela em nós mesmas e da disseminação entre outras pessoas ( homens e mulheres) que convivemos e nos filhos que nutrimos e criando.

Com o crescimento da feminilidade em todo o planeta a consequência natural é o respeito entre as pessoas e cultivo de hábitos sustentáveis e de respeito para com todas as formas de vida gestadas e alimentadas por nossa Mãe Terra /Natureza.

Autor(a)

Salete Monteiro Amador

é graduada, desde 1999, em Psicologia pela PUC/SP, aprimorou-se em saúde coletiva, psicoterapia breve, psicoterapia de casal e família. Atualmente estuda Neuropsicologia e Psicanálise na perspectiva de D. W. Winnicott. É integrante do grupo de estudos em neurociências e psicoterapia analítico-cognitiva da UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). É intervisora e terapeuta comunitária formada pelo Dr. Adalberto Barreto.

salete_psi@yahoo.com.br

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